“Oi, tenta nascer em trinta,
Inventa como se pinta,
Uma história com oitenta
Invernos e plantações,
Conta como se planta uma semente,
Cultiva em terra quente,
Castigada pelos verões.
Oi, tenta ser jovem em sessenta,
Num país de opressão violenta,
Líder de uma classe que luta,
Numa ditadura de repressões,
Mostra como se cria uma família,
Não desiste, nem se humilha,
Alimenta nove criações.
Oi, tenta ter oitenta,
Contanto não se contenta,
Patriarca de uma família que só aumenta,
Já são mais quinze emoções
E a luta, essa nunca pára,
E numa rotina rara,
Esse oitenta ainda colhe chuvas e feijões.”
"Oi, tenta." é uma homenagem feita aos 80 anos do meu avô, Sr. Manuel Justino.