terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Oi, tenta.

“Oi, tenta nascer em trinta,

Inventa como se pinta,

Uma história com oitenta

Invernos e plantações,

Conta como se planta uma semente,

Cultiva em terra quente,

Castigada pelos verões.


Oi, tenta ser jovem em sessenta,

Num país de opressão violenta,

Líder de uma classe que luta,

Numa ditadura de repressões,

Mostra como se cria uma família,

Não desiste, nem se humilha,

Alimenta nove criações.


Oi, tenta ter oitenta,

Contanto não se contenta,

Patriarca de uma família que só aumenta,

Já são mais quinze emoções

E a luta, essa nunca pára,

E numa rotina rara,

Esse oitenta ainda colhe chuvas e feijões.”



"Oi, tenta." é uma homenagem feita aos 80 anos do meu avô, Sr. Manuel Justino.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Obrigado Vilma do PT.

Hoje estou triste, como todos e todas vocês que fizeram a campanha do PT nessas eleições, triste com o resultado, triste com a cidade, triste com o jornalismo, com a política. Mas me sinto orgulhoso de ter militado, caminhado e principalmente, apresentado uma companheira de luta, corajosa, que com fala serena, mas rebelde, me encantou e encantou a vários amigos e amigas que não sabiam que havia candidatos que respeitassem a cidade, a política, a militância, os amigos, o seu partido e principalmente a história dele. Talvez egoísta os meus agradecimentos, mas obrigado Vilma, por ter apresentado a sua candidatura, para que eu pudesse ter em quem votar e pedir voto para vereadora, sem ressentimentos, de cabeça erguida e com a estrela do meu partido no peito.
Grande beijo.
Orgulho de ser PT!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No debate não tem teleprompter!

Hoje assisti um belo debate no Teatro Sandoval Wanderley, na verdade uma sabatina com os prefeitáveis à cidade de Natal, organizada por jovens da ONG Canto Jovem, em parceria com a TV Câmara. Ao término fiquei com uma pulga atrás da orelha, por que a candidata bonita, de boa oratória, apresentadora (e dona) de TV, faltou mais uma vez ao debate? (esteve ausente também no da OAB e no das mulheres). Para tal, não seria positivo debater com os outros candidatos e candidata, inclusive para rede de TV, visto que se porta melhor com as palavras?

É fato que se questionada sobre sua história política, ou sobre a atuação do seu mandato de deputada na cidade de Natal, iria precisar um pouco mais do que simples poder de oratória. Explicar-se ainda sobre o fato de utilizar a imagem do maior presidente da história do país, Lula, como seu aliado, e ter em sua coligação Zé agripino e cia limitada, estaria ela numa saia justa, na verdade, ai nem teleprompter daria jeito. Ah, o teleprompter. Agora ficou claro pra você? Em debate não tem teleprompter. Charada morta!