
Carteira de estudante é direito nosso!
A lei da meia-entrada é uma conquista dos estudantes para os estudantes, assim como sua carteira de identificação estudantil, então a nossa reflexão nasce de uma defesa do que é nosso de direito. A carteira de identificação estudantil é um direito do estudante, então não pode ser justo que este direito seja comprado. O movimento estudantil não pode defender que, mais uma vez, nós paguemos por um direito que já é nosso, é um grande contra-senso a tudo aquilo que sempre defendemos.
Só vamos contribuir com quem merece!
A reflexão não se prende a apenas esse ponto, é importante partir pra questão de representatividade das entidades estudantis. A carteira de estudante é sem dúvida hoje o grande financiador da direita do movimento, sendo comercializada como se fosse banana. O movimento estudantil tem que ser contra a esse tipo de utilização do nosso direito.
Vejam, Teremos entidades que farão carteiras com repasse para o seu ou sua presidente financiarem sua campanha a vereador(a), teremos entidades que trabalharão carteiras com repasse para o movimento estudantil. O erro dos dois casos está na raiz: o estudante é obrigado a fazer essa contribuição. Imaginem a seguinte situação: o estudante não se sente representado pelo DCE de sua universidade, mas é obrigado a contribuir com o mesmo, por que a carteira de estudante custa 10 reais, 70% de repasse para a entidade, e apenas 3 reais são gastos com a confecção da mesma. Ou seja, além do estudante está pagando mais uma vez pelo seu direito, está financiando uma entidade que ele não se sente representado.
Na UFRN já dá certo...
Com isso, não pensem que somos contra o financiamento do movimento estudantil, pelo contrário, queremos um movimento estudantil estruturado, pronto para combater os mais diversos movimentos conservadores dentro das escolas e universidades do Brasil, mas para isso a contribuição tem que ser voluntária.
Isso já acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O estudante paga apenas pelo preço de custo da carteira, referente à gráfica, funcionário, transporte, etc. (esse ano está sendo fornecida por R$3,75), caso sentindo-se representado pela entidade, ele contribui voluntariamente com qualquer quantia e ainda tem acesso a planilha de gastos. É uma prática ousada, e que exige paciência. No início será sempre complicado, principalmente no caso do DCE da UFRN, que passou alguns anos na mão de administradores que deixaram os estudantes descrentes do movimento estudantil. Mas de fato está sendo recuperado esse crédito e a entidade é financiada hoje por contribuições voluntárias, com elas foram pagas as dívidas e já se começa a refazer caixa para a reestruturação do movimento.
Com a contribuição voluntária como forma de financiamento, além de garantir de fato o direito do estudante, as entidades serão pressionadas a realmente conquistar a representatividade dos seus associados.
Contribuição voluntária: uma arma contra os vendedores de carteirinhas.
Imaginem se os DCEs e a própria UNE começam a fazer carteira de estudantes a preço de custo, as entidades que exploram o bolso dos estudantes e que se preocupam apenas com o seu bolso, iriam a falência em pouco tempo. Na UFRN, o DCE prevê para o próximo ano que apenas 15% dos estudantes da universidade façam carteiras em outra entidade, fato que já dá um bom prejuízo para URNE (“entidade” que vende carteira de estudante dentro do shopping por 10 reais, e que hoje faz em média de 50% das carteiras estudantis da UFRN).
Use a criatividade
Podemos passar horas e horas definindo como financiar o movimento estudantil, mas como não financiar está claro, não podemos vender o direito de ninguém. Além da contribuição voluntária, pensemos em atividades culturais que possam arrecadar fundos; campanha da caneca (incentivando o uso de copos e canecas próprias, preservando o meio ambiente, retendo gastos institucionais e financiando o movimento – nesse caso podemos propor às instituições uma porcentagem de repasse pra o valor de economia feita pelo movimento); entre outras.
A lei da meia-entrada é uma conquista dos estudantes para os estudantes, assim como sua carteira de identificação estudantil, então a nossa reflexão nasce de uma defesa do que é nosso de direito. A carteira de identificação estudantil é um direito do estudante, então não pode ser justo que este direito seja comprado. O movimento estudantil não pode defender que, mais uma vez, nós paguemos por um direito que já é nosso, é um grande contra-senso a tudo aquilo que sempre defendemos.
Só vamos contribuir com quem merece!
A reflexão não se prende a apenas esse ponto, é importante partir pra questão de representatividade das entidades estudantis. A carteira de estudante é sem dúvida hoje o grande financiador da direita do movimento, sendo comercializada como se fosse banana. O movimento estudantil tem que ser contra a esse tipo de utilização do nosso direito.
Vejam, Teremos entidades que farão carteiras com repasse para o seu ou sua presidente financiarem sua campanha a vereador(a), teremos entidades que trabalharão carteiras com repasse para o movimento estudantil. O erro dos dois casos está na raiz: o estudante é obrigado a fazer essa contribuição. Imaginem a seguinte situação: o estudante não se sente representado pelo DCE de sua universidade, mas é obrigado a contribuir com o mesmo, por que a carteira de estudante custa 10 reais, 70% de repasse para a entidade, e apenas 3 reais são gastos com a confecção da mesma. Ou seja, além do estudante está pagando mais uma vez pelo seu direito, está financiando uma entidade que ele não se sente representado.
Na UFRN já dá certo...
Com isso, não pensem que somos contra o financiamento do movimento estudantil, pelo contrário, queremos um movimento estudantil estruturado, pronto para combater os mais diversos movimentos conservadores dentro das escolas e universidades do Brasil, mas para isso a contribuição tem que ser voluntária.
Isso já acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O estudante paga apenas pelo preço de custo da carteira, referente à gráfica, funcionário, transporte, etc. (esse ano está sendo fornecida por R$3,75), caso sentindo-se representado pela entidade, ele contribui voluntariamente com qualquer quantia e ainda tem acesso a planilha de gastos. É uma prática ousada, e que exige paciência. No início será sempre complicado, principalmente no caso do DCE da UFRN, que passou alguns anos na mão de administradores que deixaram os estudantes descrentes do movimento estudantil. Mas de fato está sendo recuperado esse crédito e a entidade é financiada hoje por contribuições voluntárias, com elas foram pagas as dívidas e já se começa a refazer caixa para a reestruturação do movimento.
Com a contribuição voluntária como forma de financiamento, além de garantir de fato o direito do estudante, as entidades serão pressionadas a realmente conquistar a representatividade dos seus associados.
Contribuição voluntária: uma arma contra os vendedores de carteirinhas.
Imaginem se os DCEs e a própria UNE começam a fazer carteira de estudantes a preço de custo, as entidades que exploram o bolso dos estudantes e que se preocupam apenas com o seu bolso, iriam a falência em pouco tempo. Na UFRN, o DCE prevê para o próximo ano que apenas 15% dos estudantes da universidade façam carteiras em outra entidade, fato que já dá um bom prejuízo para URNE (“entidade” que vende carteira de estudante dentro do shopping por 10 reais, e que hoje faz em média de 50% das carteiras estudantis da UFRN).
Use a criatividade
Podemos passar horas e horas definindo como financiar o movimento estudantil, mas como não financiar está claro, não podemos vender o direito de ninguém. Além da contribuição voluntária, pensemos em atividades culturais que possam arrecadar fundos; campanha da caneca (incentivando o uso de copos e canecas próprias, preservando o meio ambiente, retendo gastos institucionais e financiando o movimento – nesse caso podemos propor às instituições uma porcentagem de repasse pra o valor de economia feita pelo movimento); entre outras.
Um comentário:
Direitos e deveres para jovens: essa é a essência do seu texto.
Um assunto interessante, embora polêmico.
Na minha opinião, todo e qualquer finaciamento público, inclusive o estudantil, deveria ser "monitorado" pelo Judiciário (leia-se leis).
Não é aceitavél o uso que muitas pessoas e entidades fazem do dinheiro arrecadado a partir da nossa contribuição.
Esse tipo de conciência tem haver com cidania. E esse é um assunto mal entedido pelo jovens hoje em dia.
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