Hoje assisti um filme nacional, ironicamente chamado de 'Era uma vez'. Irônico por que se trata da guerra civil nas favelas do Rio de Janeiro, corrupção policial, preconceito, mortes inocentes e a difícil perspectiva de vida da criança que ali nasce. Dessa forma, entitularia o filme de 'são diversas as vezes'.
Exceto pela história romântica, inspirada na obra de shakespeare - Romeu e Julieta -, tudo que se passou no longa, é presente e corriqueiro, uma tristeza gritante, porém anônima, mas que tem inspirado o nosso mercado do cinema nacional, vide 'tropa de elite', 'cidade de deus', 'cidade dos homens', entre outros.
Exceto pela história romântica, inspirada na obra de shakespeare - Romeu e Julieta -, tudo que se passou no longa, é presente e corriqueiro, uma tristeza gritante, porém anônima, mas que tem inspirado o nosso mercado do cinema nacional, vide 'tropa de elite', 'cidade de deus', 'cidade dos homens', entre outros.
Na minha esperança utópica, um dia alguém poderá contar histórias como essas e dizer "Era uma vez", mas por enquanto, a realidade não permite.
"Deus é um cara gozador, adora brincadeira, pois pra me colocar no mundo, tinha um mundo inteiro, mas achou muito engraçado me botar cabreiro e na barriga da miséria, nasci brasileiro. Eu sou do Rio de Janeiro..."
Cassia Eller
Cassia Eller
4 comentários:
Simplesmente amei seu post de hoje! Infelizmente essa é a realidade brasileira! Também fiquei muito tensa com o filme, mas acho interessante, porque não é todo mundo que conhece o que acontece longe do nosso alcance.. Principalmente aqueles que estão muito acima e nunca olham pra baixo! =/ Temos que acordar pra o real! Beijooo
O subdesenvolvimento é um produto do capitalismo. O capitalismo selvagem por sua vez, é um subproduto do desenvolvimento.
Ai está a questão, meu caro!
Nunca se contará a notória história "Era uma vez" enquanto a riqueza tiver concentrada na não de poucos e sujos megalomaniacos. E isso vem desde o colonialismo, em que a colonia era criada e colocada separadamente da metrópole. Daí vem a história da riqueza na mão de poucos, e a pobreza para o resto. As favelas são resultados disso, fenomenos socio-economicos e culturais que nós influenciaram assim.
Infelizmente, enquanto nós não mudarmos nossa posição, enquanto não tentarmos lutar pelo bem de todos, continuaremos a assistir a triste história de " São diversas as vezes".
Abraço, meu chefe.
Compartilho com você sobre a sensação de que nos é proporcionada pelos filmes nacionais que tratam da miséria e exclusão de boa parte da nossa sociedade. Penso que já é mais do que tempo de se tomar atitudes para mudar esse quadro, pois é triste saber que essa miséria tem se metastizado por todos os lugares desse país. Haja vista essa realidade, guardadas as devidas proporções, já se encontra bem presente em nossa cidade. Basta ler as notícias sobre o que acontece no Paço da pátria e em boa parte dos bairros de Natal.
um beijo
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