
Quando vi a primeira linha
Traçada do ponto mais saliente do sol
Ao ponto superior do espelho de minha cama,
Eu não hesitei em dizer:
Que belo dia!
Me senti magoante a ele
Quando em seu sorriso percebi
Que o astro rei poderiaa ter pensado
Na relevância de seu sinal
Para o meu elogio ao dia.
Mas se o gigante atentasse mais ao cotidiano do meu ser
Saberia que meus olhos não pregaram
Entre o crepúsculo da tarde e o mesmo da manhã,
E que mesmo sendo dia de branco,
Seria belo, não por ele.
Mas por que pra mim basta a esperança.
De que seus olhos magoados
encontrariam os meus cansados,
E que esses percorreriam do longo dos seus cabelos
Ao final do seu corpo todo,
E voltariam aos seus olhos pra que eu pudesse pedir com eles
Um toque de sua boca a minha.
Assim eu poderia, enfim, de fato, acordar
E elogiar o dia após uma tão sonhada noite de sono,
Por saber que o próximo dia não seria mais de esperanças,
Mas de certezas,
Do meu ser ter estado mais uma vez junto a ti.