quinta-feira, 19 de junho de 2008

Um quase poema




Quando vi a primeira linha

Traçada do ponto mais saliente do sol

Ao ponto superior do espelho de minha cama,

Eu não hesitei em dizer:

Que belo dia!


Me senti magoante a ele

Quando em seu sorriso percebi

Que o astro rei poderiaa ter pensado

Na relevância de seu sinal

Para o meu elogio ao dia.



Mas se o gigante atentasse mais ao cotidiano do meu ser

Saberia que meus olhos não pregaram

Entre o crepúsculo da tarde e o mesmo da manhã,

E que mesmo sendo dia de branco,

Seria belo, não por ele.


Mas por que pra mim basta a esperança.


De que seus olhos magoados

encontrariam os meus cansados,

E que esses percorreriam do longo dos seus cabelos

Ao final do seu corpo todo,

E voltariam aos seus olhos pra que eu pudesse pedir com eles

Um toque de sua boca a minha.


Assim eu poderia, enfim, de fato, acordar

E elogiar o dia após uma tão sonhada noite de sono,

Por saber que o próximo dia não seria mais de esperanças,

Mas de certezas,

Do meu ser ter estado mais uma vez junto a ti.

4 comentários:

*ci* ramoss disse...

Muito bem, vejo q resolveu aderir à moda blogueira, rsrs. Acho q vc tem muito a dizer, bjos e bem vindo...

Vitor Pimentel disse...

Não conhecia esse seu lado. Apoio!

Gostei do poema!!

Anônimo disse...

Gostei viu.. A essÊncia do poema diz muito! Beijoo

Anônimo disse...

Grande Raoni, é com satisfação que recebo a notícia de que você se entregou a moda do blog. Acho que você tem muito a acrescentar... concerteza serei um leitor assíduo deste espaço.
Assim que o meu voltar a funcionar te aviso...

Abraço